Questionar é preciso
Questionar é preciso

Nietzsche estava certo quando falava do super homem, mas no seu tempo ninguém o compreendeu. Quando escreve no seu livro, A Filosofia na Era Trágica dos Gregos, que a modernidade afetou o pensamento livre, está coberto de razão. Basta observarmos como as pessoas formulam suas conclusões sobre diversos temas. Na maior parte das vezes associado a crenças e teorias formuladas em tempos passados.

Segundo Nietzsche, os pré-socráticos exerceram o pensamento livre: suas investigações filosóficas partia de uma análise completamente livre de amarras ideológicas.

Me aproveito dessa fonte para apontar uma crítica nos tempos atuais em relação ao termo: grupo minoritário. Todos sabemos que se refere ao fato de algumas pessoas estarem de fora do privilégio social e econômico. Mas por qual motivo usar a palavra minoria? Não poderia ser uma outra palavra?

Tenho a impressão de vir de uma articulação muito bem calculada e cruel. Ou seja: fazer esse grupo de  pessoas se sentirem menores. Dependentes de algo maior, no caso; a burguesia – a grande salvadora, só que não. Afinal o trabalhador proletariado, infelizmente alienado de sua produção, que enriquece os patrões alienado das dores de seus subordinados.

Por isso esse texto é um chamado a frase que estava escrita na entrada do Templo de Delfos: conhece te a ti mesmo. Não há remédio melhor do que entender realmente o que te faz feliz, só você tem essa resposta. Se livrar das amarras ideológicas, religiosas, mercadológicas e tudo que queira te convencer de uma verdade que não pertence a sua realidade, identidade e verdade pessoal, é libertador. Questionar é preciso.

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Diego Queiroz

estudante de jornalismo e videomaker, apaixonado pela vida e amante da filosofia. Atualmente tem um texto no site do Omelete e já estudou na AIC (Academia Internacional de Cinema).

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