Nelson Triunfo em poucas palavras
Dançarino de breaking e outras pessoas comentam o que significa o dia da consciência negra.
Nelson Triunfo em poucas palavras
Dançarino de breaking e outras pessoas comentam o que significa o dia da consciência negra.

Quente que nem a chapinha no crespo, não, crespos estão se armando. Faço questão de botar no meu texto que pretas e pretos estão se amando, sim, Rincon Sapiência está certo. Quem circula pela cidade de São Paulo na Avenida São João no dia da Consciência Negra, sabe. Dar um passeio nessa data é se convidar a ter um olhar sobre a verdadeira história do afro-brasileiro, descendente de reis e rainhas que ao chegar aqui não eram escravos e sim escravizados.

 Essa data é uma oportunidade de sair dos estereótipos sobre as pessoas afros e notar a beleza que é os cabelos crespos, trançados e Black Power. A beleza que é uma feira preta, cheia de arte, música e cultura. Para saber um pouco mais, entrevistei algumas pessoas para compartilhar com vocês, leitores do Êxodo, a opinião delas do que significa a Consciência Negra.

Uma das pessoas é nada mais e nada menos que Nelson Triunfo – responsável pelos primeiros passos de breaking nas ruas do Brasil com o grupo Funk & Cia, enfrentando na época (1983) a repressão da polícia que via naquele movimento um ato de subversão e desobediência civil. Também foi um dos pioneiros em utilizar o hip hop como instrumento para a educação e inserção social, participando do surgimento da Casa do Hip-Hop de Diadema. Em poucas palavras Nelson Triunfo resume o que significa a consciência negra:

Nelson Triunfo, 64 anos

“A consciência negra é um resgate das raízes das nossas histórias. Nas próprias escolas só falam da escravatura, e não mostra a descendência de Reis que o povo afro têm.”

James Ryan, 25 anos. Sete anos que mora no Brasil e trabalha com fotografia. País natal: Haiti.

“No meu país não se comemora o dia da consciência negra, porque o meu país é inteiro negro, então todo dia é dia da consciência negra.”

Júlio César, 29 anos. Cantor de rap e tem uma música no YouTube chamada: Acredite em si.

“A consciência negra representa um dia de resistência e celebração de que a gente existe. Que temos uma cara no Brasil.”

Adriana Santos, 44 anos. Cozinheira.

“O dia da consciência negra é uma camuflagem do preconceito.”

Léria Nascimento, 39 anos. Empresária de beleza do salão Expressão Feminina.

“O dia da consciência negra tem um pós e um contra, a parte boa é lembrar nossas referências negras dos antepassados de reis e rainhas. O contra é querer tachar um dia dos negros, não acho legal isso.”

Stefany Silveira, 25 anos. Formada em recursos humanos e atualmente estuda os movimentos da dança.

“O dia da consciência negra é muito simbólico, independente da cor. É uma forma de manter a cultura sempre viva.”

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Diego Queiroz

estudante de jornalismo e videomaker, apaixonado pela vida e amante da filosofia. Atualmente tem um texto no site do Omelete e já estudou na AIC (Academia Internacional de Cinema).

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