Dia da Liberdade
Dia da Liberdade

Neste sábado celebrou-se 25 anos do Dia da Liberdade, ou pelo menos deveria ter sido comemorado e lembrado. No dia 27 de abril de 1994 foi realizada a primeira eleição multirracial na África do Sul depois de 46 anos de eleições com regras definidas pelo apartheid (regime de segregação racial). Nessa eleição Nelson Mandela é eleito presidente.

O nome Dia da Liberdade é um nome muito justo ao poder da data. A intensidade do apartheid ainda é pouco discutido e refletido. Divisões morais e sociais que não chegam ao âmbito político ou legais já são fortemente sentidas.

Apartheid é separação com total legitimação.

O exercício simples é ver aquilo que te separa na sociedade como algo legitimado, tornou você menor ou nada.

A realidade de caos e de desesperança é fácil de se sentir. Nesse meio surge Mandela e posso falar que é um dos homens que mais mudou o mundo e que aprendo a cada dia que leio mais sobre ele.

Nelson Rolihlahla Mandela, ou Nelson Mandela, ou Madiba, nasceu em 18 de julho de 1918 e marcou a história ao se levantar contra o sistema opressivo e assassino com o diálogo de paz. Algo difícil de acreditar, como ser uma figura que pede paz a quem te bate?

Já percebi em grupos diferentes que citar o Nobel da Paz se tornou sinônimo de Mandela. A busca de paz se torna a busca de ser como Mandela.

Futuramente devo dedicar textos para falar da importância de Mandela em diversos pontos, mas neste momento em que se celebra o Dia da Liberdade o foco é a liberdade.

O papel de um dia marcado pela liberdade é fundamental para a construção de uma visão de um mundo em que a liberdade é possível. Mandela teve essa visão quando não havia nem ao menos como vislumbrar e conseguiu colocar essa visão nos olhos de quem não conseguia enxergar nada.

O voto de ter esperança em meio ao caos é uma constante em meus textos, é difícil manter. Mas como já dito a busca de paz é a busca por Mandela, e incluo agora a busca por liberdade que também deve ser a busca por Mandela.

Nesses dias de desespero, voltemos para aquele dia 27 de abril de 1994, para ver a liberdade, se encontrar com Mandela e acreditar na liberdade novamente.

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Gustavo Nogueira

estudante de jornalismo, formado em cinema na lafilm institute, autor do livro "quadro a quadro". além do êxodo, é colaborador do universo hq.

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